Tempo de Maxibeleza

Ricardo Allexxandhry | estudante de publicidade e expert em padrões de beleza e comportamento | contato: ricardoallexxandhry@ig.com.br

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A MUSA DE BIQUÍNI

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O anúncio estrelado pela plus size Ashley Graham na Sports Illustrated deu o que falar. Nele, Ashley aparece divando com um biquíni preto enquanto um homem cai atrás dela impactado por sua beleza. A marca Swimsuitsforall vem se especializando em retratar modelos exuberantes em campanhas marcantes.

A campanha da vez vem com a hashtag #curvesinbikinis. Sem dúvida, curvas combina com biquíni – especialmente com a Ashley Graham como garota-propaganda.

Mas não é de hoje que ela vem deixando a sua marca no mundo plus size. Em 2010, ela protagonizou uma propaganda da grife Lane Bryant que foi acusada injustamente por “mostrar de mais” o corpo. Ou seja, para a FOX e ABC, só as angels da Victoria’s Secret é que devem mostrar de mais os corpos “perfeitos”. Pra mim, nada supera as propagandas sensuais da marca Addition Elle. Nos videos da marca, Ashley aparece esbanjando sensualidade com coleções de lingeries de tirar o fôlego. Uma verdadeira musa plus size. Para os interessados, coloquem no YouTube o nome da marca pra vê-la no melhor estilo “mulher de verdade tem curvas”.

Como já era de se esperar, muitos trataram a campanha da Swimsuitsforall com o maior mimimi. As más línguas disseram que ela não tem nada de plus size (verdade, ela não é gordinha, mas mulherão!) e por isso, disvirtuava o movimento.

Ashley é um mulherão que merece o seu espaço no mercado consumidor. O mundo não é polarizado por magras e gordinhas, mas pelo meio termo que derruba o conceito da polarização. A Swimsuitsforall está promovendo a diversidade, e isso é uma boa notícia. Mulheres como ela são capazes de mudar a percepção da indústria da moda e, finalmente, abrir espaço para a diversidade de biotipos. Abaixo, o video da propaganda que ilustra este texto.

Link do video: http://tinyurl.com/pt94yhy

EXCESSO DE GOSTOSURA

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Quando pensamos em um calendário com belíssimas modelos plus size, logo vem à cabeça aquela reimaginação com gordinhas da edição memorável da Sports Illustrated. Eu até já comentei aqui sobre aquele trabalho marcante. A novidade é que esse ano surgiu o calendário do tipo “gordinhas também são supersexy e você deveria saber disso”. Eu sei, e quero já o meu exemplar!

O Kurves Calendar foi idealizado pela lindíssima Francie Maupin, mais conhecida como Miss Diva Kurves. Francie não é muito conhecida no cenário internacional – o que prova que esse mundo realmente não é perfeito. Mas, em Atlanta, nos EUA, ela é bastante conhecida por seus trabalhos como modelo plus size e como top maquiadora.

Francie vem ganhando fama desde 2006 quando desfilou suas curvas para revistas que não perdem a chance de ostentar mulheres curvilíneas. Sem dúvida, ela é um exemplo de gordinha curvilínea, linda e sensual. Francie é a melhor definição da “gordinha bem resolvida que esbanja sensualidade sem neuras”. Só ela bastava para estampar o calendário, mas decidiu reunir outros mulherões para criar o calendário mais hot do ano.

OK, o ano começou agora mas vai ser difícil desbancar o Kurves Calendar.

Não posso deixar de comentar também sobre a modelo Bertina Bailey. Ela divide a cena com Francie no calendário. Bertina chega no mesmo patamar de gostosura da outra, e poderia facilmente estampar o calendário sozinha apenas com suas curvas exuberantes. Mas Francie é mais engajada. Ela criou o calendário para provar que as gordinhas também podem ser sensualíssimas. Eu aprovei! Abaixo, o link do site dela com fotos, videos e sua própria coleção de roupas. Ela é um must no mundo plus size.

Link do site: http://www.missdivakurves.com/

A CRISE DO MANEQUIM 44

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Muitas consumidoras que vestem o tamanho 44 estão encontrando dificuldades para encontrar essa numeração nas lojas. Nas varejistas tradicionais, o 44 é encarado como grande; nas grifes plus size, porém, é visto como pequeno demais. Ou seja: o manequim 44 encontra-se no limbo do mercado. Por isso, as mulheres que vestem 44 estão em crise de identidade e ainda sofrem preconceito por parte das gordinhas. Sim, isso existe. As gordinhas acabam reforçando velhos estereótipos de uma mulher com sobrepeso: barriga saliente, cintura indefinida, celulite e estrias demasiadas. No entanto, o que caracteriza uma gordinha no MERCADO não é a silhueta, mas o manequim que ela usa.

E como se não bastasse, as mulheres que vestem 44 ainda recebem uma saraivada de críticas relacionadas ao peso. As magras pensam que se o corpo de quem veste 44 é mediano, então basta fazer dietas e exercícios para emagrecer. Realmente o universo parece conspirar contra elas: de um lado, “magra” demais para as gordinhas; por outro, “gorda” demais para as magrinhas. Afinal, como resolver esse impasse?

Na minha opinião, é preciso estabelecer de vez no mercado o tipo MULHERÃO. O termo mulherão já é usado constantemente pela mídia e público, mas o seu posicionamento ainda é incerto. Mulherão é o meio termo – em outras palavras, é o biotipo que encontra-se entre uma magrinha e uma gordinha. Não se trata, portanto, de criar mais um rótulo no mercado como muita gente pensa. O corpo feminino divide-se em três categorias: magra, mulherão e gordinha. O que causa confusão é que o mulherão também veste “tamanho grande”(42, 44), mas não é gordinha. Ela tem curvas acentuadas, é voluptuosa, por isso é lançada no segmento plus size. Algumas gordinhas também são curvilíneas, mas têm manequins e pesos diferentes. Posso usar aqui um exemplo emblemático: Kim Kardashian. Como sabemos, ela não é magrinha e nem gordinha, ela é... mulherão. E que mulherão! Em suma, a crise do manequim 44, também é a crise do mulherão e precisamos resolver essa situação o mais rápido possível.

ESTRELAS DO CALENDÁRIO

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Duas notícias foram destaques no cenário plus size: a campanha da Duloren estrelada pela gordinha Mayara Russi e o calendário de uma marca de beachwear com várias modelos cheinhas em trajes de banho. Vou começar minha análise com a campanha da Duloren. A marca lançou uma linha de lingerie tamanho grande inspirada na seleção brasileira. Péssimo tema, mas boa oportunidade comercial. Mais uma vez a marca contratou a célebre Mayara Russi para estrelar uma campanha para o público plus size. O problema, na minha opinião, é que nada funcionou na imagem do anúncio: a posição da modelo, o cenário, o clima nada sexy e a própria Mayara.

Ela tem um rosto lindo, e só. Não tem curvas, não tem sex appeal. Enfim, não conseguiu atingir a proposta do anúncio de esbanjar ousadia e sensualidade. A marca deveria ter escolhido uma modelo plus size mais conveniente para a campanha. Ah, e antes que alguém venha me acusar de promover a “ditadura das curvas”, eu explico: MODELO precisa ter curvas, sim. Eu disse mo-de-lo. Mulher comum é outro assunto. Não concordo com o ideal utópico de beleza que muitos pregam por aí. A beleza sem critério torna-se vazia.

Já o calendário da marca de beachwear Swimsuitsforall acertou em cheio na sua reimaginação da edição de aniversário da revista Sports Illustrated. A famosa edição em que as modelos aparecem em trajes de banho. Até o tema do calendário ficou show: sexy at every curve. Ou seja, sexy em cada curva. A palavra CURVA traz mais significados positivos do que forma. Entre as quatro modelos que estrelam o calendário, está a top Robyn Lawley. Ela é aquela que não é plus size mas o mercado insiste em colocá-la na categoria “tamanho grande”. Como já falei anteriormente, o mercado precisa criar o meio termo urgente. Pra finalizar, o texto foi ilustrado apenas por uma imagem do belíssimo calendário, porém, abaixo está o link com todas as fotos. Enjoy!

Link das fotos: http://tinyurl.com/nzusxmp

MULATAS EXTRAORDINÁRIAS

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A mulata é de tirar o fôlego. Mulata tipo exportação. Corpo escultural. Curvas acentuadas. Morenice deslumbrante. O gringo pira. O brasileiro é só elogios. Sargentelli comanda a festa. Todos ficam sem palavras. Gingado próprio. Passista profissional. Mulata show. Tufão nos quadris. Samba no pé. Sambando até o recalque passar. Sambando no sambódromo. Não deixe o samba morrer. Ziriguidum essencial. Rebolado de matar. Requebrando sem parar. Morena notável. Negra lindíssima. Cheia de brasilidade. Terra brasilis. Povo carnavalesco. Mulata padrão Fifa. Mulata ostentação.

Preferência nacional. Bumbum grande. Gluteus maximus. Bundalelê. Bombonière. O bumbum que passa e todos veem. Bumbum cravo e canela. Mulata arquetípica. Ícone da beleza nacional. Brasileira típica. Espetáculo de mulher. Ela é brasileiríssima. Beleza made in brazil. Brazilian way. Pra deixar qualquer um de queixo caído. Sem palavras pra descrever tamanha exuberância. Gostosura irresistível. A musa Adele Fátima. Ela é magnética. Uma feijoada completa. A mulata autêntica é sambista. Braços suaves e quadris a mil. A mulata leva os quadris pra lá e pra cá. Fantasia sexy. Pra incendiar a Marquês de Sapucaí. Muito suor e dedicação até o fim do desfile. Brilhando na apoteoso. A rainha da bateria não para um minuto. Rainha não é pra qualquer uma.

Mulata é hot. Ela cai no samba e se torna o centro das atenções. Ela é o alvo dos holofotes. Na comunidade só dá ela. Dentro da quadra ela dá o show. Mulata sobe e desce o morro desfilando. A musa da comunidade. A curvilínea Luciane Soares. A tentação Nilce Mel. A Graciane Pinheiro é do tipo mulherão. Mulata é o símbolo máximo do Brasil. O nosso patrimônio. O nosso desejo. Já faz parte do imaginário popular. A mulata é nossa. A festa é nossa. Eu quero uma mulata na minha vida.

CURVAS DELUXE

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Um de meus vícios na web é pegar centenas de imagens do Instagram e Tumblr de mulheres curvilíneas. Elas postam, os homens compartilham em blogs e redes sociais. Muitos salvam as imagens porque admiram a beleza feminina (o meu caso!); e outros, mal-intencionados, fazem montagens e outras atitudes lamentáveis. Algumas dessas imagens já são icônicas. Não vou negar que pensei colocar na parede uma dessas imagens incríveis. Tô falando sério. Ah, claro, nada daquelas imagens vulgares sem estilo que muitos marmanjos acham cool.

Aliás, estilo parece pautar a verdadeira essência dessas imagens. Pra constatar isso, vi, há algum tempo, uma frase nesses Tumblrs que traduz perfeitamente essa tendência: we like ass but love class. Ou seja, “gostamos de bumbum, mas adoramos classe”. Daí a explicação pela enxurrada de fotos de mulheres ostentando looks irresistíveis, elegância praiana, lifestyle de matar qualquer recalcada e curvas deluxe. Como a imagem acima que ilustra este texto.

Só lembrando que a maior parte desse material vem dos usuários americanos. Aqui, na terra do fio-dental e do carnaval, as brasileiras ainda são bem discretas com a superexposição das curvas no meio online. Em contrapartida, as blogueiras fitness não têm nenhum pudor em mostrar a magreza musculosa e sua obsessão ilimitada pelo estilo certinho, chatinho, e verdinho. Pra estas, bumbum grande é sinal de gordice, barriga zero é top. Tá na hora de fazer um contra-ataque pra mostrar que mulheres exuberantes e curvilíneas são melhores do que qualquer barriga cadavérica que tem por aí. Se a brasileira se orgulha tanto de suas curvas, por que não fazer o contraponto àquelas que pregam o contrário? A praia é o cenário ideal para transmitir os valores da nova tendência de curvas, exuberância, elegância, biquíni, sol... O brazilian way of life pede passagem.

OS TERMOS EQUIVOCADOS DO PLUS SIZE

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Há muitos termos equivocados no movimento plus size. Vou começar pelo maior de todos: o termo MULHERÃO. Acredito que o termo pode ser utilizado no sentido figurativo e genuíno. No figurativo, mulherão é qualquer mulher exuberante e curvilínea. Já no sentido mais apropriado, mulherão é o meio termo. Em suma, é o tipo que está entre as magras e as gordinhas. Mulherão, ao meu ver, é a peça que falta para o mercado de moda e público entender melhor os três biotipos femininos. Se a gente considerar apenas dois biotipos, como muitos fazem, então vamos ter uma noção de beleza polarizadora onde só existem magras e gordinhas. Com o mulherão inserido no cenário, tudo fica mais diversificado. O que causa estranheza é que o mulherão também veste “tamanho grande”, o que causa, compreensivelmente, confusão e revolta entre as gordinhas que não se veem representadas por modelos como Robyn Lawley e Maria Luiza Mendes. Por isso, é fundamental considerar a existência dos três biotipos.

Outro termo equivocado é o MULHERES REAIS. Esse termo é muito difundido no meio plus size para apontar as mais cheinhas – incluindo aí, marcas visíveis de celulite e estrias. Então as outras mulheres não são reais? As magras também não têm celulite? As magras são irreais? Eu fico imaginando como as magras se sentem vendo esse termo sendo usado exclusivamente pelas gordinhas. Todas as mulheres têm sinais de “imperfeições” ou gostariam de mudar alguma parte do corpo. Portanto, não existe mulher mais real do que outra. O termo certo seria “mulheres exuberantes”. Aí sim teríamos uma classificação correta para as mulheres voluptuosas e com curvas acentuadas. O corpo precisa ser tratado de forma mais objetiva.

Já notei também que o termo AUTOESTIMA ganha um status de transformação quase mágica para as gordinhas que querem se aceitar como gostariam. OK, autoestima é legal e precisa ser estimulada mesmo. Mas vale lembrar que ela não opera milagres. Uma gordinha pode ter a maior autoestima possível, mas isso não vai fazer o seu corpo mudar do tipo maçã para o pera, ou pera para o ampulheta. O movimento plus size precisa baixar essas bandeiras utópicas e encarar o corpo como ele é de fato. Autoestima é o bem-estar com o corpo e não a transformação dele. Seguindo essa linha de pensamento, encontra-se a máxima de que a beleza vem em todas as formas e tamanhos. Não é. Esse é outro pensamento utópico sustentado por pessoas que não entendem a diferença entre corpo com curvas e sem curvas – ou forma e tamanho, pra ser mais exato. Pior ainda, quem defende essa visão são os mesmo que seguem a causa da “curvy beauty” – termo em inglês para a beleza com curvas. Assim, eles se contradizem e ainda confundem o seu público. A minha proposta: deixar de lado o corpo idealizado e valorizar mais as curvas. Isso sim é atitude de mulher bem resolvida.

A SENSUALÍSSIMA OLIVIA JENSEN

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Finalmente o site allgoodthings.tv divulgou o novo video de Olivia Jensen. Ela está deslumbrante no novo video. Olivia é uma americana atípica: tem bumbum grande, quadris largos e muita gostosura. Ela é do tipo bootylicious, curvacious ou thickness – os termos mais comuns para descrever um mulherão nos EUA. E digo mais: ela consegue competir com muitas brasileiras que têm por aí, e fazer bonito! Claro que eu prefiro a morenice das latinas, mas Olivia é uma das melhores representantes da beleza exuberante, real e irresistível.

Olivia Jensen merece estampar várias capas de revistas e campanhas mundo afora, mas o mundo não é justo. Pelo contrário: vemos modelos magérrimas e sem curvas em todos os lugares. Com certeza, o mundo seria mais justo (e delicioso!) se ela fosse uma figura presente em toda a parte. Olivia deveria ser o grande ideal de beleza norteado pela mídia e pelo público. Sim, eu sei que estou entrando em contradição já que desprezo padrão de beleza e prego a diversidade. Mas por Olivia, é gostoso se contradizer e acreditar em utopias.

Esse novo video traz a mesma proposta simples do anterior: mostrar toda a exuberância e a sensualidade dela dentro de um contexto apropriado. Dessa vez ela aparece cortando e detonando uma calça jeans pra criar um short curto. O video não cai na mesmice das posições vulgares e ar sexista tão comuns com mulheres desse tipo – tudo foi orquestrado para mostrar a beleza das suas curvas. Ela, porém, não interpreta uma mulher fruta, periguete ou gostosona, mas gente como a gente. Olivia Jensen é a verdadeira beleza americana.

Link do video: https://www.youtube.com/watch?v=NZQshBy_xxs

CURVAS EM CRISE

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Já notaram que as mulheres não glorificam as curvas como deveria? Sério. É só parar pra pensar nos ícones de beleza dos anos 60 pra cá: a magérrima Twiggy; Farrah Fawcett, da malhação; Cindy Crawford e Gisele Bündchen, das passarelas e finalmente as mulheres anabolizadas das academias de hoje. Ou seja: todas as mulheres que eu citei não são reconhecidas por ser um exemplo de curvilínea irresistível – mas sim pelo excesso de magreza e músculos inflados. Eu sei que as top models brasileiras que se destacam no exterior não são tão esquálidas assim, mas estão longe de ter um biotipo de uma Ellen Rocche ou Cacau Colucci. A moda tradicional detesta gostosura.

Até parece que falar de curvas e exuberância são assuntos exclusivamente masculino ou coisa de periguete. Acho que as mulheres estão fazendo com o corpo o mesmo que já fazem com as roupas: uma competição acirrada entre elas. Elas querem ser mais magras e, assim, olhar com desdém o bumbum grande da outra. Ou pior: tentam ser mais anabolizadas do que as outras correndo o risco de se tornarem mais masculinizadas do que os próprios homens! Músculos por músculos, e não vai haver mais feminilidade no mundo.

Mulheres, parem já com isso! Sejam vocês mesmas, abracem as suas curvas, a sua exuberância. Vocês são lindas e, por isso, não precisam se matar em academias levantando pesos exorbitantes. O período de crise das curvas precisa acabar! Sejam a melhor definição de curvilínea.

O LADO FITNESS DO MISS BUMBUM

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O título do texto também poderia ser O Lado Fitness de Tudo. Não acredita? Essa nova estética contaminou vários setores da beleza: candidatas do Miss Bumbum, Rainhas do Carnaval e até modelos de passarela. A top Izabel Goulart, uma das angels da Victoria’s Secret, exibe a chamada “magreza musculosa”. Putz, ela até que tem sex appeal mas aquela barriga negativa é broxante demais. Agora só falta a Miss Universo ostentar o perfil anabolizado também. Quero morrer antes disso!

Mas o assunto principal aqui é o bumbum. Eu não escondo de ninguém que sou um bundólatra confesso e, como tal, fico desapontado quando vejo as candidatas que disputam o Miss Bumbum. Apesar do bumbum grande, elas deveriam ganhar o título de Miss Fitness ou “o corpo atlético da vez”. Por isso, me identifico mais com o movimento plus size que, como sabemos, prega a beleza como ela é, sem retoques. O segmento plus size consegue mesclar gostosura com sobrepeso. Uma mistura deliciosa.

Já a estética fitness segue uma disciplina meio militarista: músculos demais, treinamentos excessivos, alimentação careta e por aí vai. Nada pode ficar fora do lugar como as estrias e celulites do outro movimento. Não dá, pra mim essa proposta é broxante mesmo! Eu valorizo mulheres ultrafemininas e com curvas acentuadas. Aliás, a vencedora do Miss Bumbum 2013 é a goiana Dai Macedo, de 25 anos. OK, não vou ser tão xiita assim, ela é sensual. Acontece que ela é do tipo que malha seis dias por semana e é só uma questão de tempo pra ela aparecer por aí toda masculinizada, se sentindo a musa da academia. Tenho medo da próxima tendência.