Já escrevi um texto em
que abordava a crise das curvas. Mas, pensando bem, não é exatamente o declínio
das curvas que ando percebendo. A questão é mais profunda. Dia desses, bateu de
novo a nostalgia pelos anos 90, então, fui ver (pela enésima vez) os videos no
YouTube do grupo musical Banana Split. A formação que me marcou foi a de 1996,
com a sensualíssima Liz Vargas. Alguém aí lembra-se dela? Ela era linda, sexy e
tinha um corpão incrível. Depois de observar bem o corpo da Liz Vargas, cheguei
a uma conclusão: as mulheres de hoje estão deixando de lado a LEVEZA típica do
corpo feminino.
Eu explico melhor: o
corpo da Liz Vargas era suave, discreto, privilegiado pela sua própria
genética. Mas hoje, tudo mudou – infelizmente. O corpo das panicats e
congêneres, são explicitamente modelados por exercícios pesados em academias. A
barriga negativa (ou musculosa) tá em alta e ninguém quer parecer mais uma
“mulherzinha” da década de 90. Então quando comparamos a Liz Vargas a uma
panicat, fica claro que a leveza típica do corpo da mulher é coisa do passado.
Recentemente fiquei
horrorizado com as novas candidatas do concurso Miss Bumbum. O concurso é pura
e simplesmente um miss fitness pra aficionados por academia ver. Esse
concurso está disvirtuando a gostosura do bumbum da mulher brasileira. Eles
estão difundindo uma versão “agressiva” e anabolizada do bumbum. Pra mim, um
atentado contra o bom senso. Eu prefiro o tipo “mulherzinha” de uma Liz Vargas
às saradíssimas que se orgulham empurrando pneu de trator. Mas nem tudo está
perdido: a diversidade tá aí pra resgatar tipos como a Liz Vargas. Menos suco
verde, mais banana split.




