Muitas consumidoras que
vestem o tamanho 44 estão encontrando dificuldades para encontrar essa
numeração nas lojas. Nas varejistas tradicionais, o 44 é encarado como grande;
nas grifes plus size, porém, é visto como pequeno demais. Ou seja: o manequim
44 encontra-se no limbo do mercado. Por isso, as mulheres que vestem 44 estão
em crise de identidade e ainda sofrem preconceito por parte das gordinhas. Sim,
isso existe. As gordinhas acabam reforçando velhos estereótipos de uma mulher
com sobrepeso: barriga saliente, cintura indefinida, celulite e estrias
demasiadas. No entanto, o que caracteriza uma gordinha no MERCADO não é a
silhueta, mas o manequim que ela usa.
E como se não bastasse,
as mulheres que vestem 44 ainda recebem uma saraivada de críticas relacionadas
ao peso. As magras pensam que se o corpo de quem veste 44 é mediano, então
basta fazer dietas e exercícios para emagrecer. Realmente o universo parece
conspirar contra elas: de um lado, “magra” demais para as gordinhas; por outro,
“gorda” demais para as magrinhas. Afinal, como resolver esse impasse?
Na minha opinião, é
preciso estabelecer de vez no mercado o tipo MULHERÃO. O termo mulherão já é
usado constantemente pela mídia e público, mas o seu posicionamento ainda é
incerto. Mulherão é o meio termo – em outras palavras, é o biotipo que
encontra-se entre uma magrinha e uma gordinha. Não se trata, portanto, de criar
mais um rótulo no mercado como muita gente pensa. O corpo feminino divide-se em
três categorias: magra, mulherão e gordinha. O que causa confusão é que o
mulherão também veste “tamanho grande”(42, 44), mas não é gordinha. Ela tem
curvas acentuadas, é voluptuosa, por isso é lançada no segmento plus size.
Algumas gordinhas também são curvilíneas, mas têm manequins e pesos diferentes.
Posso usar aqui um exemplo emblemático: Kim Kardashian. Como sabemos, ela não é
magrinha e nem gordinha, ela é... mulherão. E que mulherão! Em suma, a crise do
manequim 44, também é a crise do mulherão e precisamos resolver essa situação o
mais rápido possível.

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