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Ricardo Allexxandhry | estudante de publicidade e expert em padrões de beleza e comportamento | contato: ricardoallexxandhry@ig.com.br

A CRISE DO MANEQUIM 44

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Muitas consumidoras que vestem o tamanho 44 estão encontrando dificuldades para encontrar essa numeração nas lojas. Nas varejistas tradicionais, o 44 é encarado como grande; nas grifes plus size, porém, é visto como pequeno demais. Ou seja: o manequim 44 encontra-se no limbo do mercado. Por isso, as mulheres que vestem 44 estão em crise de identidade e ainda sofrem preconceito por parte das gordinhas. Sim, isso existe. As gordinhas acabam reforçando velhos estereótipos de uma mulher com sobrepeso: barriga saliente, cintura indefinida, celulite e estrias demasiadas. No entanto, o que caracteriza uma gordinha no MERCADO não é a silhueta, mas o manequim que ela usa.

E como se não bastasse, as mulheres que vestem 44 ainda recebem uma saraivada de críticas relacionadas ao peso. As magras pensam que se o corpo de quem veste 44 é mediano, então basta fazer dietas e exercícios para emagrecer. Realmente o universo parece conspirar contra elas: de um lado, “magra” demais para as gordinhas; por outro, “gorda” demais para as magrinhas. Afinal, como resolver esse impasse?

Na minha opinião, é preciso estabelecer de vez no mercado o tipo MULHERÃO. O termo mulherão já é usado constantemente pela mídia e público, mas o seu posicionamento ainda é incerto. Mulherão é o meio termo – em outras palavras, é o biotipo que encontra-se entre uma magrinha e uma gordinha. Não se trata, portanto, de criar mais um rótulo no mercado como muita gente pensa. O corpo feminino divide-se em três categorias: magra, mulherão e gordinha. O que causa confusão é que o mulherão também veste “tamanho grande”(42, 44), mas não é gordinha. Ela tem curvas acentuadas, é voluptuosa, por isso é lançada no segmento plus size. Algumas gordinhas também são curvilíneas, mas têm manequins e pesos diferentes. Posso usar aqui um exemplo emblemático: Kim Kardashian. Como sabemos, ela não é magrinha e nem gordinha, ela é... mulherão. E que mulherão! Em suma, a crise do manequim 44, também é a crise do mulherão e precisamos resolver essa situação o mais rápido possível.

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